domingo, 17 de janeiro de 2010

O Encontro




__ SA 04
A voz metálica e sombria penetrava no escuro do alojamento masculino. O apito do rádio ecoava nos ouvidos de Álvaro Neto e de Silas. Álvaro e Silas já trabalhavam juntos fazia algum tempo. Silas era condutor e trabalhava em resgates há vários anos. Álvaro era recém chegado à turma.
Era difícil encontrar o rádio no meio do cobertor, lençol, macacão quase no meio da cintura.
__ Na escuta.
A equipe começava a colocar o macacão, passavam a mão pelo rosto. Tentavam ainda se encontrar.
__ Três da manhã__ disse Álvaro Neto.
Silas pegava o número do evento com o endereço. O rádio seria passado para a médica para saber do tipo do evento junto com o médico regulador.
A equipe posta na ambulância. Sirene ligada, Portão aberto.
A ambulância solta o giroscópio ao ar livre depois do portão do hospital que abrigava a equipe da SA 04. Os três cobertos de sono, mergulhando naquela noite. A lagoa com a árvore de natal exposta aos olhos dos iluminados da madrugada. Álvaro Neto não conhecia esse lado da cidade grande. A madrugada era a continuidade do dia. Impressionantemente, tudo continuava a funcionar.E o que mais impressionava era a profissão sexual.
__ Olha quanta puta!__disse Álvaro Neto.
Silas e a médica Mônica riram.
__ Puta? São éguas da pata quebrada.
__ Égua?
__ Homem com roupa de mulher..viados..travestis
Todos riram, com isso a equipe deu uma acordada. Álvaro Neto ainda fez uma piada.
__ Sei não... eu pego uma égua dessa hein!!
Chegaram no endereço. Rua Almirante Guilhem ,Leblon. O prédio antigo de esquina com uma pizzaria que mantinha uma grande freguesia, mesmo na madrugada. O porteiro esperava a equipe.
__ Apartamento trezentos e dois, não é?
Mônica acenou com a cabeça confirmando. Segurava duas mochilas. Álvaro Neto vinha logo atrás com mais uma mochila e o oxigênio. O monitor era carregado pelo Silas.
__Só que o elevador não esta funcionando__ disse o porteiro apontando o indicador para a placa colada na porta do elevador.
__Escada mesmo__ disse Álvaro Neto já correndo para o corredor que dava para a escada.
Chegando no primeiro degrau da escada que era em curva, estavam descendo duas pessoas. O homem de capuz cerrado ao rosto, de cor preta, abraçava uma mulher aparentemente com sessenta anos. O rosto dela ressurgiu com um semblante triste, pelo feixe de luz que vinha de uma janela. Um ar frio tomou conta do corpo de Álvaro Neto, que mac consegui se mexer, deixando uma das mochilas cair.
Mônica que vinha atrás, virou o corpo dando passagem ao casal que passavam, agora, ambos de cabeças baixas.
Continuaram a subir. Três andares. O peso do material, o cansaço do dia inteiro de trabalho e uma série de problemas faziam Álvaro neto perder as forças. Uma série de situações desagradáveis que mais tarde o tirariam dessa correria.
O apartamento estava com a porta aberta. Em cima os números.

302
Uma senhora chorava na sala. Orava bem baixo com as mãos quase que enroladas no rosto. Na mesa uma série de caixas de remédios, documentos e uma roupa na cadeira da sala.
__ Boa noite__ disse a médica.
A mulher olhou para a equipe que entrava pela sala, com os olhos vermelhos devido ao choro, levantou-se e caminhou até o telefone da sala.
__ Ela se foi__ dizia a senhora__ ela tinha um tumor de fígado e vinha fazendo tratamento com quimioterapia há uns dois anos.
__ Onde ela está? Precisamos constatar o óbito__ disse Mônica.
A senhora apontou para o quarto que ficava ao fundo do corredor.
Uma luz forte vinha daquele corredor. Os três caminharam-se pelo corredor em direção ao quarto.Já conseguiam ver os coágulos pelo chão do quarto. A perna já aprecia e o corpo era desnudo pelo ângulo dos corpos dos três pelo envergadura da porta do quarto.
A mulher de aproximadamente uns sessenta anos, coberta de sangue. A cama era de casal e uma série de bolsas estavam pelo quarto. Uma Bíblia aberta e com um traço de sangue em seu interior.
_- Vôo sangue por todo o lado aqui+__ Disse Silas.
Álvaro Neto voltou seu corpo ao corpo sem vida daquela senhora. Passou por trás de Mônica e foi em direção ao rosto do corpo. Abaixou ,sem luva, e mirou seu olhar para o corpo. Em um lance de segundos, deu um salto para trás e um berro.
__ Porra!
Silas e Mônica assustados não entendiam o que tinha acontecido. A mulher ali parada. Sem nenhuma alteração muscular e nenhuma posição de movimentos. Álvaro branco como o algodão, tentando ainda se levantar.
__ É.. é..__ele tentava dizer algo. Tremia, uma lágrima descia de seu olho.__ caraca..é a mulher que descia a escada quando a gente subiu.
Os três se olharam, e em um ato rápido e em conjunto, tiraram o cobertor de seu corpo.
__ caralho_ disse Mônica._é a mesma roupa!

Só Dói Quando Rio

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ 2010

O ANO DE 2009 FOI MARAVILHOSO..BLOG NO AR, MAIS DE 12 MIL PESSOAS ACOMPANHANDO AS ESTÓRIAS DE HUMOR, AVENTURA, DRAMA, SUSPENSE E ENTRE OUTRAS. oBRIGADO A TODOS!!
ESTAREMOS DE FÉRIAS..VOLTAREMOS EM BREVE. ABS

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Enfermaria da favela



A ambulância procurava a rua Sete, da avenida Belmonte. A equipe mostrava-se cansada. Exausta depois de um dia cheio. Repleto de saídas. Não almoçaram e por fim, estavam às três da manhã andando pelas ruelas daquela comunidade.
__ Meu querido__ disse o motorista da viatura SA 04 baixando o vidro e dirigindo-se a um senhor parado em um ponto de ónibus._ o senhor sabe me informar onde fica a rua Sete?
O homem de aproximadamente cinquenta anos, carregava uma mochila preta nas costas. Estava saindo de casa para o trabalho. Carregado pelo sono, passou a mão pelo rosto em sinal visível do cansaço.
__ Rua Sete?
__ Isso..
__ Olha__ apontava ele para frente__ não tenho muita certeza mas acho que fica depois daquela praça, na rua ao lado daquela banca de jornal.
A ambulância dirigia-se bem lentamente. Parou em frente à rua. O condutor estava com seu rascunho em uma das mãos. Procurando pelos pontos de referências para encontrar o local.
Geralmente, quando as ambulâncias são solicitadas, fica sempre alguém da família ou vizinho perto do local para indicar a localização correta. Dessa vez não.
Ruas pequenas com carros parados pelos dois lados. Uma grande subida. Casas pequenas. De repente essa pequena rua transformou a visão de casas pequenas em um pequeno mundo, fechado por aquelas curvas aos olhos do mundo.
__ Favela__ disse Álvaro Neto chegando mais perto da cabine do motorista__ fudeu!
Aos poucos a ambulância penetrava pela rua Sete. Começaram a perceber a movimentação lenta de vultos. Três da manhã um carro piscando dentro da favela é provocante ao dedo que segura o gatilho.
Um volto passou do lado da janela da médica. Aquele corpo usando um capuz vermelho deixou sua cabeça entrar dentro do veículo pela janela.
__ Qual é?__ disse o homem segurado um rádio comunicador em uma mão e uma pistola prateada em outra.
A médica mostrou o rascunho com o endereço da chamada e o nome do solicitante.
__ Abre atrás ai cumpade__ disse o rapaz virando o corpo e caminhando em direção a porta traseira da ambulância.
Nessa hora, a equipe queria mais sair daquele local. Não lembrava mais o quadro do paciente. Se estava grave. Quem estava precisando de socorro era a equipe.
__ O que tem nessas mochilas ai?
__ Medicamento, seringas e materiais__ disse Álvaro Neto segurando as mochilas e mostrando para o rapaz.
Ele virou o corpo e com o rádio comunicou-se com outra pessoa.
__ Eles tem aqui um material....sei....sei...ta tranquilo irmão...sei..to esperando aqui..fechado__ disse o marginal com a outra pessoa do rádio, voltou-se a Álvaro Neto__ Agora abre todas as mochilas que vamos fazer umas compras.
Desceu de uma viela, um homem aparentemente de trinta e cinco anos. Portando calça jeans e blusão social branco. Não portava nenhuma arma. Caminhava tranquilo segurando um cigarro em uma das mãos.
__ Peguem todas as gazes, estamos sem.... a bala de oxigênio também__ ele apontava para dentro da ambulância e as pessoas retiravam tudo. A médica não saiu do ambulância. O condutor e Álvaro Neto estavam em pé atrás da viatura.
__ Passa o celular__ disse um menor que carregava um 765. O fuzil era quase do tamanho daquela criança.
__ Calma ai o Bacuri__ disse outro homem com barba rala pelo rosto que carregava uma espingarda calibre 12 com uma das mãos , deixando-a escorregar pelas costas__ não estamos aqui pra esculachar os doutor não, porra. __ apertando a cabeça dela com a outra mão completou__ segue seu rumo.
O outro homem já tinha passado toda a ordem. Colocaram todo o material em uma chevete com preta. Subiu o restante da favela sumindo na curva a frente. O homem puxou um n95 do bolso e discou uma seqüência.
__ Fala prego..tudo bem...olha só..segura ai a hidrocortisona, oxigênio e atadura..ah e também gaze__ jogou o cigarro no chão e pisou com seu sapato preto__ tivemos uma visita aqui em casa. Pode comprar o restante e paga logo esse muquirana.
O condutor estava encostado na parte traseira do veículo. Álvaro Neto arrumava o que tinha restado dentro do veículo. Um dos homens fechou a parte traseira e terminou a conversa.
__ Podem voltar..ou se quiserem, terminar o serviço.
A ambulância retornou para a base. Uma semana depois deste acontecimento, foi descoberto uma enfermaria do tráfico com até aparelho de ventilação mecânica, usado em pacientes graves para auxiliar na respiração.
Álvaro Neto estava cansado disso tudo. Tudo se encaminhava para um dia ele parar com aquilo tudo. Vinha calado no caminho de volta.
__ O que foi que você tanto pensa? __disse a médica
__ Quanto será que ganham esses caras ..aposto que ganham mais que a gente para trabalhar atendendo bandido nessa enfermaria.
Uma risada contida pelo condutor. Uma mão da médica na cabeça de Álvaro Neto. E só. Estavam tensos demais para descolorir aquele momento de relaxamento depois desse quase atendimento.

Só Dói Quando Rio

2009

Esse ano foi muito especial para nós do blog. Colocamos em prática um projeto de mostrar um pouco dos fatos, para muitos ocultos, que acontecem nos resgates, nas emergências e com as pessoas das emergências. Que 2010 seja um ano repleto de satisfações, felicidades, amor, paz e que a saúde seja tratada de forma mais honesta, verdadeira e quem esteja na gestão possa usar de caráter quando for articular os projetos e planos de atenção à população.
Força Sempre!
O melhor de Deus ainda está por vir!

sábado, 19 de dezembro de 2009

As Meninas Do Careca









O tom de chamada ecoava no ouvido de Álvaro Neto. Depois do término com Cíntia, sua namorada, ele tinha voltado ao mundo dos negócios amorosos, podemos dizer assim.
De certo modo, as companhias exercem uma forte influencia nos atos das pessoas. Justamente em momentos de indecisão ou quando as pessoas estão fragilidades por perdas ou tomadas por sentimentos de egocentrismo.
__Alô__ dizia a voz roca do outro lado da linha.
__ Opa..é o careca__ dizia Neto tapando a boca pelos corredores do hospital__ aqui quem ta falando é um colega do doutor Sérgio.
__Sérgio?__ indagava a voz
__ O médico da emergência do Municipal__ respondia Neto
uma pausa de pouco mais de três segundos e a voz já retomava com outros ares.
__ Puta que paril...Serginho??? Caralho como esse filho da puta ta?? Tem tempos que ele não me encomenda nada!
__ Po eu disse pra ele que tava afim de um docinho...é docinho né?
__ Isso mermo
__E hoje eu estava afim de algo desse tipo..tem como separar ai pra mim?
__ Lógico..só pegar o endereço que mais tarde vai ter algo de qualidade pra você aqui
A encomenda de uma noite feliz foi feita. Agora Álvaro Neto tinha duas missões: a primeira era conseguir alguém para fazer o seu plantão de noite e a outra era conseguir companhia.
Com dois telefonemas o primeiro problema já tinha sido solucionado. O segundo parecia bem mais complicado. Arrumar alguém que queira ir comigo.
Álvaro Neto falou com um. Ligou para outro.
__ Pó to sem grana__ dizia um
__ To sendo marcado demais em casa...ta complicado__ disse outro.
Marcos. Esse topa tudo. Guerreiro da noite, apesar de casado não possuía na alma o espírito aventureiro. Preferia a adrenalina ao sossego da casa.
__ To dentro, mas tem uma festa de confraternização lá do outro hospital para eu ir__ disse Marcos por telefone a Neto.
__ Po cara..vamos hoje..já acertei tudo com o careca. E eu sei que você sabe o endereço.
__ Fechado..às 20h nos vamos.
Tudo combinado. Falta explicar o que fariam. Careca era o maior agenciador de garotas de programa daquele município. Trazia meninas do Espírito Santo que buscavam um lugar para ficar enquanto estudavam ou algumas conseguiam juntar uma grana para abrir um negócio em sua cidade natal ou pagar dívidas.
Seguindo às riscas todas as orientações de Marcos, Neto esperava-o no posto de gasolina. Marcos chegou atrasado uns vinte minutos.
__Cara, vou te levar antes em um lugar show de bola..muito melhor que o do careca.
__ Mas dizem que as do carecas são as melhores.
__ Porra nenhuma;..mas faz o seguinte.. te levo nesse e depois na do careca..ai você escolhe. Depois vou na confraternização la do hospital..você quer ir comigo não??
__Não..não..quero pagar..
__ Lá vai conseguir de graça hein..
__ Fora de problema!
Riram e foram, cada um em seu carro. Marcos em seu monza classic ano 94. Azul. Um emblema de fábrica dizia : COPA DO MUNDO.
Chegaram em um local distante. Uma rua de terra levava a uma casa grande. Bem iluminada de frente com um amplo espaço para estacionamento.
__ Bom noite senhores__ dizia o homem de terno na porta. Foi ali que Álvaro Neto chegou a conclusão que o nome zona foi pessimamente colocado. Deveria ser ordem, porque de zona aquilo ali não tinha nada.
Uma pulseira com um código de barra foi colocado nas suas pulseiras. A cada consumação, um laser era passado pelo código. As portas dos quartos só eram abertas pelos códigos das pulseiras.
Uma linda loira aproximou-se, e com uma voz com nítido sotaque capixaba trouxe as honras da casa.
__ Conhecem a casa, senhores?
Os três trocaram alguns minutos de conversa. Na verdade Neto queria ir para onde o Sérgio tinha falado que era padrão.
O careca só traz a elite
A voz de Sérgio perdurava na mente. Mas Marcos virou-se e disse:
__ Vamos em outro lugar!
“Vamos em outro lugar”, era isso que Neto queria ouvir. Seguiu Marcos e foram para o tão esperado encontro com os doces do careca.
Pegaram a rua da praia e seguiram para um restaurante de luxo em umas das esquinas da orla. Pararam o carro um atrás do outro.
__Curte a noite__ disse Marcos completando com um tapinha nas costas de Neto__ as meninas aqui são super gente boa.
Neto ao entrar no local estranhou. Um local bem diferente . Poderia até ter trago sua mãe, enganando-se por causa do lugar. Várias mesas, com som ambiente. A iluminação clara, conseguindo-se ver os rostos de todos os presentes. Em algumas mesas uns casais em conversas, taças de vinho. Garçons pela casa circulando com pratos e espetos de churrasco.
A mesa na qual Marcos dirigia-se, era longa contando com cerca de umas quinze mulheres e alguns homens. No canto esquerdo de quem chegava estava lá o careca. Com seu jeito largado cercado por duas meninas.
__Alo gente esse aqui é meu amigo Álvaro.__Marcos apresentava Neto a todos presentes.
Marcos foi falar individualmente com cada uma das moças e com os rapazes presentes.” Isso seria uma pré suruba” , pensava Álvaro Neto.
__Você não vai falar com a gente não gato__ dizia uma morena bem no fundo da mesa a Álvaro Neto.
Pensou duas vezes. Estava me graça. Na verdade ele tinha achado a elite muito fraca. Meninas para se dizer a verdade feias. Mas já estava no inferno, então sentaria no colo.
Passou de uma a uma. Com beijos, suspiros nos cangotes. Era observado o tempo todo por Marcos que parecia fazer-lhe algum tipo de sinal. Não estava entendendo. Tinha que escolher uma daquelas meninas do careca. Chegou do lado do careca, apertou a mão do careca e levou a boca até o ouvido dele e sussurrou:
__ Já escolheu o docinho pra mim?
No mesmo instante o senhor de aproximadamente uns sessenta e cinco anos, deu um sorriso de canto de boca e deu com os ombros.
De repente algo estranho. Viu uma criança no meio de um casal.
“ Pedofilia, desse jeito” Sentiu-se mal. Apertou algo na garganta. “ Quem é essa gente que traz uma criança para esse lugar. Um outro casal com as mãos dadas e ambos com anel de casados.
“Muito estranho,...estranho demais”. Seu olhar percorria o local. Na mesa, vários guardanapos com o dizer ADEGA DA PRAIA. Seu olhar continuava a girar pelo local. Escutava um burburinho das pessoas na mesa. Apertou, sussurrou, e em uma até passou a língua no pescoço em um beijo mais demorado.
Marcos puxou Neto pelos braços e levou até o banheiro.
__Ta maluco Brother..fumou maconha estragada?
__ Que foi porra..to aproveitando..
__ Mas são modos isso que você ta fazendo??
__ Fazendo o que porra???Estranho é uma criança nesse lugar!
__ Que lugar..
__ Essa zona aqui!
Imediatamente Marcos colocou a mão na cabeça e rodou o corpo.
__ Esse lugar é um restaurante. Essas pessoas são a galera lá do outro hospital. Aquela mulher que você sussurrou no ouvido é minha chefe. Aquele senhor que você também sussurrou é o capelão. Aquela menina tem 6 anos e é filha da minha chefe.
No mesmo instante Neto parecia passar um filme na cabeça. O ridículo que ele fez-se passar, o trouxe em um mundo a parte. Sua mente girava dentro dele.
__ Fui__ disse correndo entregando a comanda ao garçom na saída. Ainda teve que pagar o rodízio.
Chegando no estacionamento. Percebeu que seu carro tinha sido roubado.
Saldo negativo da noite: duzentos reais do plantão, sessenta reais do rodízio, 10 reais do flanelinha, e duas horas esperando o seguro levá-lo embora para casa.